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Neste artigo explicamos como se processa a baixa médica por depressão e o funcionamento do uso de medicação em casos de depressão. Estar deprimido ou sentir-se em baixo não é necessariamente sinónimo de ter uma depressão. Tudo dependerá dos sintomas de depressão que estão presentes, mas também da sua intensidade e duração.

Tendo isto em conta, é importante que, se se sentir deprimido, adote algumas estratégias:

– Não tente fugir da situação ou reprimir os seus sentimentos ou pensamentos. Isso terá tendência a agravar o problema, pois não está a processar o que precisa eventualmente de ser processado e compreendido;

– Procure ouvir-se mais, parar para escutar o que está a acontecer dentro de si: o que o preocupa? O que tem passado mais pela sua cabeça? Quais são os pensamentos? Use a escrita para ajudar a organizar as ideias;

– Se puder, converse com alguém da sua confiança sobre o que está a sentir, não se isole; 

– Pense em estratégias práticas para atender às situações que o incomodam e também em estratégias para cuidar de si e se sentir melhor – mesmo que não lhe apeteça, defina um plano e um compromisso consigo mesmo/a;

– Se perceber que a situação se prolonga e que não está a conseguir geri-la, procure um profissional de saúde mental, que o/a ajudará a avaliar a situação e a perceber qual a melhor alternativa para si. 

Baixa médica por depressão

 

A depressão é, de facto, um problema sério e incapacitante. Como tal, em algumas situações pode ser prescrita uma baixa médica por depressão em casos de depressão. Há quem também apelide esta baixa médica por depressão  de “baixa psicológica”. 

A forma de obtenção do Certificado de Incapacidade Temporária ou a baixa médica por depressão para o trabalho é a mesma que em qualquer doença física: é necessário um médico que prescreva este certificado. 

Importa salientar que é importante equacionar bem os prós e contras da baixa médica por depressão. Ela é útil porque em muitas situações a pessoa não está de facto a conseguir dar resposta às exigências do dia-a-dia, os sintomas são graves e agudos e a pessoa precisa de recuperar minimamente para poder trabalhar. Mas, noutros casos, a inatividade que vem de parar de trabalhar pode não ser positiva para a pessoa, fazendo com que fique mais isolada e sem uma estrutura ou rotina diária. Pondere sempre esta situação quando ponderar uma baixa médica por depressão.

Deste modo, tudo tem de ser avaliado caso a caso, pelo médico, pelo psicólogo e/ou psiquiatra, quando se avalia a possibilidade de uma baixa médica por depressão.

Pode ser o seu médico que, mediante os sintomas, encaminha para tratamento e passa a baixa médica por depressão. Outras vezes, o psicólogo redige um relatório para o médico e este, por sua vez, prescreve a baixa médica. Pode também ser o médico psiquiatra, caso a pessoa esteja a ser já acompanhada em psiquiatria, a passar a baixa médica por depressão. 

Para ter acesso à baixa médica por depressão deve estar em situação de incapacidade temporária para o trabalho certificada pelo médico do serviço de saúde competente e ter 6 meses, seguidos ou interpolados, com registo de remunerações, à data do início da doença. Pode acumular o valor da baixa com o rendimento social de inserção, mas não pode acumular com pensões de invalidez ou velhice ou subsídio de desemprego.

Se foi diagnosticado(a) com depressão e sente que a sua vida profissioanl não o está a ajudar a ultrapassar a situação, fale com o seu médico ou psiquiatra no sentido de entrar em baixa médica por depressão. Esta situação já não é um tabu e deve ser encarada de forma perfeitamente normal. Lembre-se também que a procura de ajuda profissional ou de um psicoterapeuta é fundamental para iniciar um processo terapêutico e melhorar a sua qualidade de vida. A depressão tem tratamento e mais de 80% dos nossos clientes sentem melhorias evidentes após a primeira sessão.

Medicação e depressão

 

Uma das formas de tratamento da depressão é a terapêutica farmacológica, ou seja, a medicação.

No entanto, muitas pessoas apresentam alguma resistência à medicação, fruto de crenças que têm acerca da mesma. É importante, então, esclarecermos alguns aspetos em relação à medicação na depressão.

Em primeiro lugar, a medicação é uma parte do tratamento, o que significa que é um recurso extremamente útil, mas, na maior parte das vezes, não é suficiente. Isto porque a pessoa precisa de estabilizar a nível de sintomas, mas também precisa, muitas vezes, de adquirir estratégias que lhe permitam melhor resolver os problemas e desafios que surgem na sua vida ou melhor gerir as suas emoções. Nisso a medicação não intervém – é necessário o processo de psicoterapia para ajudar a pessoa a desenvolver essas competências. 

A medicação pode causar habituação?

 

Outro aspeto a esclarecer é o facto de se acreditar, muitas vezes, que a medicação “causa habituação” ou “vicia”. A medicação para a depressão é como a medicação para qualquer outra doença: é um tratamento que é administrado enquanto se verifica a sua necessidade. Assim, a pessoa não tem (e em muitos casos nem vai) tomar a medicação para toda a vida. Há um acompanhamento médico que existe para que haja ajustes na medicação e, eventualmente, para que esta seja retirada. 

Importa também desconstruir a crença de que a medicação “altera a personalidade” ou faz com que a pessoa “fique apática”. Os efeitos da medicação vão depender dos seus princípios ativos e interações, e o organismo de cada pessoa responde de uma maneira diferente. Caso a pessoa sinta efeitos secundários, a medicação pode ser ajustada pelo médico, pois não é suposto que esta altere a funcionalidade da pessoa!

O mais importante é que a medicação seja prescrita por um psiquiatra que avalie devidamente a situação e acompanhe também o tratamento. Se tem dúvidas, não tome decisões sem questionar e esclarecer todas essas dúvidas com o médico!

Teste a sua depressão

 

Sente que pode estar com depressão ou a ponderar uma baixa médica por depressão? No nosso site pode fazer um pequeno teste para verificar se tem ou não sintomas compatíveis com depressão e pode ficar a saber quais são as causas, os sintomas e todo o processo terapêutico para o tratamento da depressão. Basta clicar no seguinte link:

https://mindpoint.pt/psicologia/depressao-causas-sintomas-tratamento/

Caso apresente sintomas sugestivos de depressão, não hesite em pedir ajuda. A nossa equipa clínica está aqui para o/a ajudar! Pode também carregar no botão em baixo caso tenha dúvidas de quando e procurar um psicólogo. O artigo irá esclarecer todas as suas questões.

Quando e como procurar um psicólogo?